Teoria e Plano de AEE
O texto de Rita Bersch e Geisa Block aprofunda o
aprendizado que obtivemos no curso, em relação à importância das parcerias na
solução dos problemas enfrentados pelo aluno João (
Caso João, org. Grupo Inspiração Divina, 2013).
Uma rede colaborativa,
tecida com informações cedidas pelo próprio aluno, por familiares, por colegas
e professor da sala de aula, por gestores e profissionais da escola
( inspetores,técnicos e arquitetos), pelos
profissionais da saúde e reabilitação.
Uma rede de
informações que vai elucidar quem é este aluno, suas deficiências, suas
habilidades e os aspectos da sua vida pessoal, social e emocional.
Neste ponto, as autoras propõem uma reflexão sobre a atuação do professor de AEE, no estudo e avaliação destas informações.
Apontam que na busca pela autonomia e desenvolvimento de João, a professora de
AEE organiza e analisa as informações que culminarão na solução do problema e
na elaboração de um plano de atendimento ao aluno estudado,.
No texto que fala da “solução do problema” para o caso João,
o grupo S. Cristovão I apontou o interesse de João por jogos, sua defasagem em
relação à leitura e ao conteúdo da série e sua dificuldade na escrita agravada
pela deficiência na coordenação motora fina.
Bersch
e Machado ressaltam a importância e o direito das crianças,
deficientes de brincar, de “ser
criança”.
O lúdico, as brincadeiras,
para crianças deficientes ou não, ajudam na formação, na construção e na
transformação do conhecimento adquirido em novos saberes.
Nos jogos, João pode reforçar o aprendizado da leitura,
exercer a criatividade, aprender e criar novas regras em interação com seus
colegas de classe.
Mas voltemos ao
professor de AEE e sua função de análise
e organização na formulação de objetivos claros e adequados ao problema.
Observemos sua capacidade crítica para continuar, adaptar ou mesmo mudar prazos
de atendimento e objetivos propostos.
Este jogo ou aquele jogo?
Para desenvolver que habilidades? Em quanto tempo pensamos alcançar este ou
aquele objetivo?
Sartoretto
e Bersch apontam os “prejuízos decorrentes da falta de clareza
na formulação de objetivos”.
Para complementar e
suplementar a educação de João, o grupo S. Cristovão I abordou a necessidade de
um trabalho de psicomotricidade para a coordenação motora fina de João.
Seguimos as orientações de
Bersch e Machado (pag,27)
ao reconhecer
os benefícios da tecnologia assistiva como recurso para
ampliar as habilidades funcionais de João para a leitura, escrita e ampliação
de conhecimentos.
A criatividade
será fundamental na busca de adequação com diferentes materiais para a criação
de jogos, cartões de CAA e outros recursos didático- pedagógicos.
As novas
tecnologias enriquecem as possibilidades e a participação do estudante na
rotina escolar e familiar.
Nádia Browning vem nos relembrar que
também nos recursos de alta tecnologia, o olhar do professor de AEE deve estar
atento às escolhas mais adequadas às habilidades, deficiências do aluno e que
competências ele pode alcançar ou desenvolver.
Qual será
o teclado mais adequado para João? Ele pode manejar que tipo de mouse? Que
acessos alternativos podem propiciar ou melhorar o seu desempenho ?
O caderno
de João nos mostra um aluno ainda no estágio pré- silábico. Assim, as
atividades direcionadas ao aluno serão mais adequadas se partirem desta etapa
do seu desenvolvimento.
Junto com
João, o professor de AEE irá procurar recursos para que ele desenvolva
habilidades e
competências em prol do desenvolvimento e autonomia do aluno.
Bibliorafia
BERSCH, Rita e MACHADO, Rosângela. Conhecendo o Aluno
com Deficiência Física.
SEESP/SEED/MEC.Brasília,2007
BOCK,Geisa Letícia e BERSCH,Rita.O Atendimento
Educacional Especializado na De-
ficiência
Física: Formação de Redes e Atribuição de Parceiros. SEESP/SEED/MEC.
Brasília,2007.
BROWNING, Nádia.AEE para Deficientes Físicos – Recursos
de Acessibilidade ao Compu-
tador.
SEESP/SEED/MEC.Brasília,2007
SARTORETTO,Mara Lúcia e BERÇO,Rita.Definir Objetivos
Operacionais Claros é o Primeiro
Passo Para que os Alunos Possam Construir o
Seu Conhecimento. SEESP/SEED/MEC.
Brasília, 2007.
Nenhum comentário:
Postar um comentário