segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Teoria e Plano de AEE

O texto de Rita Bersch e Geisa Block aprofunda o aprendizado que obtivemos no curso, em relação à importância das parcerias na solução dos problemas enfrentados pelo aluno João ( Caso João, org. Grupo Inspiração Divina, 2013).
Uma rede colaborativa, tecida com informações cedidas pelo próprio aluno, por familiares, por colegas e professor da sala de aula, por gestores e profissionais da escola
( inspetores,técnicos e arquitetos), pelos profissionais da saúde e reabilitação.
 Uma rede de informações que vai elucidar quem é este aluno, suas deficiências, suas habilidades e os aspectos da sua vida pessoal, social e emocional.
Neste ponto, as autoras propõem uma reflexão sobre a atuação do professor de AEE, no estudo e avaliação destas informações. Apontam que na busca pela autonomia e desenvolvimento de João, a professora de AEE organiza e analisa as informações que culminarão na solução do problema e na elaboração de um plano de atendimento ao aluno estudado,.    
No texto que fala da “solução do problema” para o caso João, o grupo S. Cristovão I apontou o interesse de João por jogos, sua defasagem em relação à leitura e ao conteúdo da série e sua dificuldade na escrita agravada pela deficiência na coordenação motora fina.
Bersch e Machado ressaltam a importância e o direito das crianças, deficientes  de brincar, de “ser criança”.
O lúdico, as brincadeiras, para crianças deficientes ou não, ajudam na formação, na construção e na transformação do conhecimento adquirido em novos saberes.
Nos jogos, João pode reforçar o aprendizado da leitura, exercer a criatividade, aprender e criar novas regras em interação com seus colegas de classe.

Mas voltemos ao professor de AEE e  sua função de análise e organização na formulação de objetivos claros e adequados ao problema. Observemos sua capacidade crítica para continuar, adaptar ou mesmo mudar prazos de atendimento e objetivos propostos.
Este jogo ou aquele jogo? Para desenvolver que habilidades? Em quanto tempo pensamos alcançar este ou aquele objetivo?
Sartoretto e Bersch  apontam os “prejuízos decorrentes da falta de clareza na formulação de objetivos”.
Para complementar e suplementar a educação de João, o grupo S. Cristovão I abordou a necessidade de um trabalho de psicomotricidade para a coordenação motora fina de João.
Seguimos as orientações de Bersch e Machado (pag,27) ao reconhecer
os benefícios da tecnologia assistiva como recurso para ampliar as habilidades funcionais de João para a leitura, escrita e ampliação de conhecimentos.
         A criatividade será fundamental na busca de adequação com diferentes materiais para a criação de jogos, cartões de CAA e outros recursos didático- pedagógicos.
         As novas tecnologias enriquecem as possibilidades e a participação do estudante na rotina escolar e familiar.
         Nádia Browning vem nos relembrar que também nos recursos de alta tecnologia, o olhar do professor de AEE deve estar atento às escolhas mais adequadas às habilidades, deficiências do aluno e que competências ele pode alcançar ou desenvolver.
         Qual será o teclado mais adequado para João? Ele pode manejar que tipo de mouse? Que acessos alternativos podem propiciar ou melhorar o seu desempenho ?
         O caderno de João nos mostra um aluno ainda no estágio pré- silábico. Assim, as atividades direcionadas ao aluno serão mais adequadas se partirem desta etapa do seu desenvolvimento.
         Junto com João, o professor de AEE irá procurar recursos para que ele  desenvolva
habilidades  e competências em prol do desenvolvimento e autonomia do aluno.


Bibliorafia
BERSCH, Rita e MACHADO, Rosângela. Conhecendo o Aluno com Deficiência Física.
       SEESP/SEED/MEC.Brasília,2007
BOCK,Geisa Letícia e BERSCH,Rita.O Atendimento Educacional Especializado na De-
       ficiência Física: Formação de Redes e Atribuição de Parceiros. SEESP/SEED/MEC.
       Brasília,2007.
BROWNING, Nádia.AEE para Deficientes Físicos – Recursos de Acessibilidade ao Compu-
        tador. SEESP/SEED/MEC.Brasília,2007
SARTORETTO,Mara Lúcia e BERÇO,Rita.Definir Objetivos Operacionais Claros é o Primeiro
       Passo Para que os Alunos Possam Construir o Seu Conhecimento. SEESP/SEED/MEC.
       Brasília, 2007.


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